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Por Uma Sérvia Pacífica

Patriarca Paulo, da Sérvia
“Se o caminho para se criar uma grande Sérvia for o do crime, isto eu não aceito, melhor será que não exista esta Grande Sérvia. E, se a sobrevivência da Sérvia depender da violência, melhor será que ela desapareça. E se todos os sérvios morrerem e apenas eu sobreviver e, para permanecer vivo, precise lançar mão da violência, para mim será melhor a morte”.
Paulo, Patriarca Sérvio (Conferência no Mosteiro em Gracanica)
Natal da Igreja Sérvia
Paróquia Sérvia da Santíssima Trindade
Atualização do Blog
Caros amigos,
Durante este mês de janeiro este blog não estará sendo atualizado sistematicamente, em razão de uma pausa em minhas atividades.
Permitindo Deus, retornaremos no próximo dia 10 de fevereiro.
Festa da Teofania
Era um dia em que os catecúmenos recebiam solenemente o batismo, como na Páscoa. Os textos litúrgicos da festa da Teofania resumem bem os mistérios fundamentais da fé cristã: encarnação do Verbo, com muitas alusões ao nascimento, e a unidade de Deus na Trindade. Os textos do “próprio” são abundantes, também porque a pré-festa começa no dia 2 de janeiro e a pós-festa prolonga-se até o dia 14 do mesmo mês. O tropário principal, por isso o mais repetido, assim reza:
A manifestação, a “teofania,” ocorreu nas águas do Jordão na hora em que Cristo foi batizado; é o que confirma também o ícone da festa, no qual vemos Cristo Jesus, despido das vestes habituais, imerso na água. À sua direita vemos João Batista, humildemente curvado, que por obediência lhe dá o batismo. A cena de fundo mostra um deserto estilizado com uma amostra de vegetação.
Do lado oposto estão uns anjos, atônitos, considerando o admirável evento. Suas mãos estão encobertas pelas extremidades dos mantos, sinal de respeito habitual, nesse caso também sinal de disponibilidade em servi-lo quando sair das águas. No alto do ícone, além do nome “Teofania do nosso Salvador Jesus Cristo,” escrito em caracteres abreviados, notamos um semicírculo que indica os céus abertos e do qual desce um raio que, após a figura da pomba, torna-se tríplice, clara alusão à Trindade. No nimbo cruciforme do Cristo notam-se as três letras gregas significando “Aquele que é.”
Voltemos aos textos litúrgicos nos quais encontramos a explicação da festa. Num dos textos das Vésperas, São João Damasceno (†749) afirma:
Querendo salvar o homem perdido, Senhor Deus,não desdenhaste assumir a forma de um escravo,pois a ti convinha assumir a nossa natureza em nosso favor.De fato, enquanto eras batizado na carne, ó Libertador,nos tornavas dignos do perdão.A ti clamamos, pois:Benfeitor, Cristo nosso Deus! Glória a ti”
São Cosme de Maiúma (†760), no Cânon Matutino explica:
«O Senhor que tira a impureza dos homens, purificando-se por eles no Jordão, fez-se voluntariamente semelhante a eles, permanecendo contudo o que era; e ilumina os que estão nas trevas, porque recobriu-se de glória.»
E evoca o ensinamento profético:
«Isaías proclama: Lavai-vos, purificai-vos, despojai-vos da vossa malícia perante o Senhor; vós que tendes sede aproximai-vos da água viva. Cristo de fato vos asperge com a água renovando os que se aproximam com fé, e batiza no Espírito para a vida eterna.»
Por fim, nas Laudes, assim se expressa o Patriarca Germano (†733):
Luz da luz, Cristo nosso Deus, resplandece ao mundo;Deus se manifesta, povos, adoremo-lo.
Ao ser batizado no Jordão, Salvador nosso,santificaste as águas,aceitando a imposição das mãos de um servo,e sanaste as paixões do mundo.Grande é o mistério da tua economia!Senhor, amigo dos homens, glória a ti!
A verdadeira luz apareceu e a todos ilumina.Cristo, superior a toda pureza, é batizado conosco;infunde a santidadena água que se torna purificação para as nossas almas.Tudo o que vemos é terrestre,tudo o que contemplamos é mais sublime que os céus.Mediante a ablução vem a salvação,mediante a água vem o Espírito,mediante a descida na água vem a nossa subida a Deus. Admiráveis são tuas obras, Senhor! Glória a ti!
Uma cerimônia muito antiga, a bênção da água, caracteriza a festa do dia 6 de janeiro. Após o ofício das Vésperas, ou depois da Liturgia eucarística, celebrantes e fiéis dirigem-se a um curso de água, uma fonte, ou então a uma bacia de água colocada no meio da igreja, enquanto o coro canta:
A voz do Senhor ecoa sobre as águas dizendo:Vinde, recebei todos do Cristo que se manifestou:o Espírito de sabedoria, o Espírito de inteligência,o Espírito do temor de Deus.
E acrescenta o tropário da festa (já apresentado na p. 49). Seguem as leituras bíblicas, entre as quais Mc. 1:9-11, uma longa prece litânica, na qual se pede também para que a água sirva para a “cura da alma e do corpo.”
O sacerdote acrescenta uma antiga e longa oração e mergulha por três vezes a cruz na água dizendo:
Tu mesmo, Senhor,santifica agora esta água com o teu Santo Espírito.Concede a todos aqueles que a usama santificação, a bênção, a purificação e a salvação.
A água é bebida em parte pelo povo e, com ela, o sacerdote asperge os fiéis e suas casas. Aqui não se trata da bênção da água para o batismo, embora se encontrem referências bíblicas comuns.
O tema do Cristo, luz do mundo, que insistentemente aparece nos textos litúrgicos da festa, explica o porquê da denominação “Festa das luzes” dado às vezes a essa solenidade. Nela vibra também um sentido cósmico: “Hoje resplandece toda a criação…” “as criaturas celestes fazem festa unidas às terrestres…” e o convite se estende até nós, para que possamos “tomar parte na alegria do mundo” redimido e iluminado pelo nosso Senhor Jesus Cristo.
O ANO LITÚRGICO BIZANTINO Madre Maria Donadeo
Sábado, 05 de Janeiro
Paramonia da Teofania, Santos Teopento e Teonas, mártires († fim do séc. III)Vésperas: Gênesis 1:1-13; Êxodo 14:15-18, 21-23, 27-29; Êxodo 15:22-27; 16:1; Josué 3:7-8, 15-17; 2 Reis 2:6-14; 2 Reis 5:9-14; Isaías 1:16-20; Gênesis 32:1-10; Êxodo 2:5-10; Juízes 6:36-40; 1 Reis 18:30-39; 2 Reis 2:19-22; Isaías 49:8-15
Liturgia de São João Crisóstomo
1 Coríntios 9:19-27; Lucas 3:1-18; 1 Timóteo 3:14-4:5; Mateus 3:1-11
Liturgia de São João Crisóstomo
1 Coríntios 9:19-27; Lucas 3:1-18; 1 Timóteo 3:14-4:5; Mateus 3:1-11
Do Meu Bloco de Notas (II) – A Verdadeira Fé
Nada tenho a ensinar a quem quer que seja, mas partilho com todos as riquezas por mim descobertas no imensurável Tesouro do Depósito da Fé, pelo qual, procuro sempre pautar minhas opiniões pessoais.
A Epístola de Tiago, o irmão do Senhor, é desde os tempos mais primitivos do Cristianismo um grande desafio de vida e um termômetro perfeito da fé da Igreja, posto que ela não permite a alma raciocinar os mistérios de Deus e entorpecer a consciência nos corredores da razão investigativa e discursiva. Ela nos põe diante das situações do cotidiano onde somos chamados a viver a fé. Penso que a síntese da carta esteja contida na afirmação de Tiago 1:27:
“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo”.
Contudo, em tempo politicamente correto, cuja ênfase está na consciência social e as questões do ser reduzidas às compreensões psicologizantes, esta Epístola pode ser muito mal entendida ou servir de esteio para o pensamento pragmático que exclui o valor da mística. No Ocidente Cristão somos confrontados por esta mentalidade e por ela julgados. Para escapar da total condenação e parecer relevante aos olhos do mundo, muitos cristãos se valem de alguns ícones da Igreja latina, como Dom Hélder Câmara e Madre Tereza, de Calcutá, que são venerados na perspectiva de símbolos do ativismo social, sem se aperceber que a seiva que gerava os seus preciosos frutos era a mística de uma Vocação (voz que chama). De quem era a voz que eles ouviam?
A religião pura em Tiago não se resume em ser solidário com os que sofrem a exclusão social, mas, também, o cuidado pessoal do ser (guardar a si mesmo da corrupção que há no mundo). Abstrair qualquer uma destas duas dimensões é macular a pureza da religião de Tiago. Ela, assim como Deus a Caim, nos questiona: “O teu irmão, onde está? (Gn. 4:9). E, como Deus a Abraão, ela nos conclama: “Anda em minha presença e sê perfeito” (Gn. 17:1).
Onde está precisamente a corrupção do mundo? Cristo e os Apóstolos nos dizem: na alma, pois tudo o que contamina o homem (inclusive as injustiças) procede da alma (Mt. 15:18,19). O ativismo de dimensão horizontal é incapaz de curar os males sociais e gerar perspectivas duradouras, posto que negligência dimensões maiores e mais profundas da existência.
Os caminhos do ativismo puramente humanista contêm solos escorregadios, pois facilmente podemos ser enganados pelo narcisismo da alma, posto que, mesmo que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso se me aproveitará (I Cor. 13:3). Este amor nada tem a ver com o ego.
Como guardar a alma? Tiago nos diz: submetendo-se a Deus, resistindo ao Diabo (desagregador da vida em Deus) e preservando a esperança cristã (4:7,8; 5:7,8).
Uma nova ordem social é demandada por todos, mas, uma nova estrutura da alma é cobiçada por poucos. Esta é a razão pela qual, recentemente, muitos dos corifeus de uma nova ordem e da consciência social vêm sendo flagrados em práticas contraditórias, gerando crise de referência naqueles que os tinham como ponta de lança do futuro.
Somos desfiados por Tiago a fugir do egoísmo de uma fé alienada do seu semelhante e da alienação da jornada mística da alma.
Comemorações de Hoje
Sexta-feira, 04 (22-12)
Pré-Festa da Teofania; Sinaxe dos 70 apóstolos.
Horas Reais
Hora Prima: Isaías 35:1-10; Atos 13:25-32; Mateus 3:1-11
Hora Tércia: Isaías 1:16-20; Atos 19:1-18; Marcos 1:1-8
Hora Sexta: Isaías 12:3-6; Romanos 6:3-11; Marcos 1:9-15
Hora Nona: Isaías 49:8-15; Tito 2:11-14, 3:4-7; Lucas 3:1-18
Liturgia: 1 Pedro 1:1-2, 10-12; 2:6-10; Lucas 19:12-28
Synaxis dos Setenta Apóstolos
A Synaxis dos setenta Apóstolos foi estabelecido pela igreja Ortodoxa para indicar a honra igual de cada um dos setenta. Foram enviados dois por dois pelo senhor Jesus Cristo a ir adiante d’Ele nas cidades que visitaria (Lc 10:1). Além da celebração da Synaxis dos Santos Discípulos, a igreja comemora a memória de cada um deles durante o ano:
São Tiago, o irmão do senhor (outubro, 23); Marcos, o Evangelista (abril 25); Lucas o Evangelista (outubro 18); Cleófas (outubro, 30), irmão de São José, e Simão seu filho (abril 27); Barnabé (junho 11); José, ou Joseph, nomeado Barnabé ou Justus (outubro 30); Tadeu (agosto 21); Ananias (outubro 1); Protomartir Estêvão o Arquidiácono (dezembro 27); Felipe, o diácono (outubro 11); Prochorus o diácono (28 julho); Nicanor o diácono (julho 28 e dezembro 28); Timon o diácono (julho 28 e dezembro 30); Parmenas o diácono (julho 28); Timóteo (janeiro 22); Tito (agosto 25); Filemon (novembro 22 e fevereiro 19); Onésimo (fevereiro 15); Epafras e Arquipo (novembro 22 e fevereiro 19); Silas, Silvano, Crescente (julho 30); Crispus e Epênetos (julho 30); Andronicus (maio 17 e julho 30); Stachys, Amplias, urbano, Narcissus, Apelles (outubro 31); Aristobulus (outubro 31 e março 16); Herodion ou Rodion (abril 8 e novembro 10); Agabus, Rufus, Asyncritus, Flegon (abril 8); Hermas (novembro 5, novembro 30 e maio 31); Patrobas (novembro 5); Hermes (abril 8); Linus, Gaius, Filologus (novembro 5); Lucius (setembro 10); Jason (abril 28); Sosipater (abril 28 e novembro 10); Olympas ou Olympanus (novembro 10); Tertius (outubro 30 e novembro 10); Erastos (novembro 30), Quartus (novembro 10); Euodius (setembro 7); Onesiphorus (setembro 7 e dezembro 8); Clemente (novembro 25); Sóstenes (dezembro 8); Apollos (março 30 e dezembro 8); Tychicus, Epafrodito (dezembro 8); Carpo (maio 26); Quadratus (setembro 21); Marca (setembro 27), chamada John, Zeno (setembro 27); Aristarchus (abril 15 e setembro 27); Pudens e Trophimus (abril 15); Marcos, o primo de Barnabé, Artemas (outubro 30); Áquila (julho 14); Fortunatus (junho 15) e Achaicus (janeiro 4).
Com a descida do Espírito Santo os setenta Apóstolos pregaram em várias terras. Alguns acompanharam os doze Apóstolos, como Timothy, companheiro dos Santos Evangelistas Marcos e Lucas e de São Paulo, ou Prochorus, o discípulo do Santo Evangelista João, o Teólogo. Muitos deles foram jogados na prisão por causa de Cristo, e muitos receberam a coroa do martírio. Existem mais dois Apóstolos dos setenta: São Cefas, a quem o Senhor apareceu após a ressurreição (1 Cor. 15:5 – 6), e Simão, chamado Niger (atos 13:1). Eram também glorificaram a pregação apostólica.
Há umas discrepâncias e uns erros em algumas listas dos setenta Apóstolos. Em uma lista atribuída a St Dorotheus de Tiro (junho 5) alguns nomes são repetidos (Rodion, ou Herodion, Apollos, Tychicus, Aristarchus), quando outros forem omitidos (Timothy, Titus, Epaphras, Archippus, Aquila, Olympas). São Demetrius de Rostov empreendeu uma correção pesquisando as Sagradas Escrituras, a Tradição e historiadores.
A igreja venera os setenta Apóstolos porque eles nos ensinaram honrar essencialmente Indivisível Trindade. No século IX, São José, o Hinógrafo, compôs o Canon para a Synaxis dos setenta Apóstolos de Cristo.
Encontro Ecumênico em Taizé
Com o tema "Peregrinação de Confiança Sobre a Terra" a Comunidade Ecumênica de Taizé realizou de 28 de dezembro de 2007 a 1 de janeiro de 2008, na cidade de Genebra-Suíça, um grande encontro de oração (30º Encontro) com a presença de milhares de jovens vindos da Europa e de outros continentes.
As orações comuns e as trocas por ocasião desta nova etapa do "Peregrinação de Confiança Sobre a Terra", “são um convite a pôr-se a caminho para procurar caminhos de paz e de confiança, e comprometer-se onde vivemos.
Os Patriarcas Bartolomeu I e Aléxis II enviaram mensagens de congratulações e apoio à iniciativa de Taizé.
Mensagem de SS. Bartolomeu I aos Participantes de Taizé.
Sua Santidade Patriarca Ecumênico e de Constantinopla Bartolomeu I, e Sua Beatitude Patriarca de Moscou, Aléxis II, enviaram mensagens de congratulaçlões e recomendações aos jovens participantes do 30º Encontro de Oração da comunidade ecumênica de Taizé.
Eis a mensagem do Patriarca Ecumênico:
“Caros jovens cristãos,
Com alegria, informamo-nos do 30º Encontro Europeu de jovens, organizado em Genebra. Através de nosso representante, o Metropolita da Suíça, Mgr Jérémie, cumprimentamos a todos os participantes com o desejo que o nosso Senhor vos abençoe.
O lugar dos jovens que desejam viver o Evangelho na sociedade contemporânea não é fácil. Vivemos numa época onde reina um relativisme dos valores. Frequentemente os jovens são confrontados à mentira, o desrespeito da dignidade humana, à injustiça e a desigualdade sociais, à dureza da exploração, a violência pela qual um grupo de homens impõe-se ao outro e uma nação sobre a outra. Para nós, não existe outro caminho senão o de seguir Cristo. É o único a dar uma resposta aos problemas que atormentam o mundo. Mas, é necessário lembrar que Cristo não é simplesmente um reformador social. A fé em Jésus como Messias é a fé nele como Deus e Senhor. Por tal fé, o ser humano nasce de Deus, dado que vive realmente em Deus: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus, e todo aquele que ama Ao que O gerou, ama ao que d’Ele é nascido” (1 João 5,1).
Não existe vida, de verdade e justiça fora de Cristo. Se estivermos em Cristo e se ele estiver em nós, então a verdade e a justiça residirão estarão conosco, e o amor de Deus fará de nós os Seus filhinhos para que, tal como os filhos devem ser livres perante seus pais, também sejamos nós livres perante Deus, O qual respeita infinitamente a liberdade humana e, na sua abundante misericórdia, a concedeu esta liberdade ao humanos como um dos seus dons mais inestimáveis. Não é possível que uma verdadeira justiça existe sem Cristo. Se o homem não renunciar o seu desejo de dominar sobre os outros, nunca poderá viver a justiça de Deus; mas continuar-lhe -á a ser estrangeiro. Com estes pensamentos, cumprimentamos a iniciativa de Taizé, esta comunidade abençoada. Oramos para que o encontro deste ano se constitua para todos os participantes uma faísca que transfigure a vossa vida e vos ponha de acordo com o desejo do Pai das Luzes.”
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